Mínimos Olímpicos

Na vida, como no desporto, uma coisa é cumprirmos os mínimos olímpicos, outra coisa é ganharmos medalhas. Muitas vezes andamos uma vida inteira a cumprir mínimos olímpicos e achamos que já somos uns campeões.‘, by Gualter Pereira (@gualterpereira)

Isto é uma verdade tão grande que merece post.

Tenham uma óptima sexta!

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O Euro que não interessa – Sim, estou a falar do ‘Euro 2012’

Sim, porque o Euro que verdadeiramente interessa é aquele que circula (pouco, eu sei) nos nossos bolsos. Mas este é agradável porque nos traz um mês de circo mediático e nacionalismo bacoco e jogadores amuados e treinadores pegados à pancada (na comunicação social, claro) e as reportagens infindáveis sobre como se festejou o golo de Ronaldo (lido com acentuação no primeiro o, o que significa que Ronaldo se tornou Rónaldo) em Vila Real, em Freixo de Espada à Cinta e em Penedono. 

Ora falemos, então, de futebol, que foi a isso que me propus.

Confesso que as minhas expectativas não eram as melhores à entrada para este Euro 2012. As razões eram simples:

  1. Esta seleção, quando comparada com as de 2000, 2004, ou 2006, parece-me estar uns furos abaixo;
  2. Os resultados nos amigáveis imediatamente antes deixaram muito a desejar (empate Moldávia, derrota clara com a Turquia);
  3. O grupo onde estávamos inseridos, commumente denominado de ‘grupo da morte’, era bastante forte, especialmente Holanda e Alemanha;
  4. As ausências de Ricardo Carvalho, Danny e Bosingwa, especialmente a deste último;

Bom, a realidade é que Portugal já realizou 4 partidas, 3 delas em nível bastante bom (Dinamarca, Holanda e República Checa), uma delas razoável (Alemanha, apesar da derrota) e parece ser uma equipa em ascensão no torneio. Jogadores como Pepe, Coentrão e Moutinho têm estado em muito bom nível, sendo que Ronaldo, nos últimos dois jogos, tem sido imperial e capaz de levar a equipa às costas com o seu brilhantismo.

Mas nem tudo merece elogios. O discurso no final do jogo com a Holanda, ao jeito de ‘o mundo está contra nós’, além de patético (acredito que 9999999 portugueses estão com a seleção) é desnecessário e causa um ruído à volta da equipa que não tem utilidade nenhuma. Mas pronto, já sabemos que com Paulo Bento podemos, de quando em vez, contar com estas dissertações conspirativas.

Em relação ao torneio, dizer que Alemanha é, no meu entender a grande candidata. E a favor de Portugal, dizer que foi contra os portugueses que os alemães sentiram, de longe, maiores dificuldades, quer ofensiva, quer defensivamente. Logo de seguida colocaria Espanha e Portugal, que no meu entender estão em patamares semelhantes.

Desilusões foram, claramente, a Holanda (esperava muito mais, mesmo) e a Rússia (que era, a meu ver, uma das candidatas ao título).

Individualmente, creio que dificilmente fugirá a Ronaldo o título oficioso de jogador mais valioso do torneio. Iniesta e Gómez são outros candidatos, mas creio que a coisa penderá para o português, que tem sido, de facto, decisivo. Desapontamento grande foram as vedetas holandesas (Van Persie, Sneijder, Robben) e Ribéry (o francês tem estado muito aquém das expectativas, mas ainda está em prova).

Termino explicando o primeiro parágrafo. Eu gosto muito de futebol e não tenho o mínimo problema em admiti-lo. Mas há que saber exactamente colocar as coisas ao seu nível. É bom ver Portugal entre as 4 melhores equipas da Europa, mas a felicidade e a vida não se joga aqui. Futebol é um excelente ópio, com a vantagem de não causar grandes efeitos secundários (na realidade, causa os que descrevi no primeiro parágrafo, mas esses aguentamos nós bem), mas, tal como o ópio, disfarça problemas e não os resolve. É, por isso, altura de pedir àqueles que tão patriotas são nestes momentos, que o sejam também na sua vida diária, e defendam o seu país nas coisas mais simples de cada dia. Se isso acontecer, pode ser que daqui a uns tempos possamos estar no top 4 de algumas outras boas coisas deste continente.

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Quando a exigência mata a honra

Nota prévia: acredito na exigência, acredito na excelência e acredito podemos e devemo-nos esforçar para fazer melhor. O que não acredito é que isso seja um factor contrário à honra. É isso que me esforçarei por explicar nas linhas abaixo.

Talvez seja das piores sensações que o ser humano pode ter, a sensação de que nunca é suficiente. É terrível, não é? Sentirmos e sabermos que demos tudo, que pusemos – como dizia um antigo treinador de futebol, de seu nome Quinito – a ‘carne toda no assador’, e ainda assim terminarmos com a sensação de que ‘não é suficiente’.

Normalmente, não se fala disto nas empresas, mas aqueles que sabem alguma coisa de motivação de equipas e pessoas, aqueles que entendem que um grupo de pessoas motivado rende muito mais que um grupo de pessoas pressionado, tendem a não desprezar o poder do reconhecimento e a não confundir exigência com honra.

Eis aqui alguns dos mitos que travam inimizade com a honra e com o reconhecimento.

O mito do relaxamento

O exercício é simples: queremos elevar a exigência e os padrões, e por isso achamos que o reconhecimento ou a honra podem causar algum tipo de ‘relaxamento’. Não só não é verdade, como é uma tontice.

Se olharmos para nós mesmos, percebemos com muita facilidade que produzimos muito melhores resultados, seja qual for a tarefa, quando estamos motivados para essa mesma tarefa. Infelizmente, enquanto líderes, tendemos a pensar o contrário, que é a pressão que produz os melhores resultados. Nada mais falso.

A pressão é um factor natural, existe sem que nós a adicionemos às coisas. Também devo dizer que creio que a pressão é necessária em muitos casos, mas…

A realidade é esta: a pressão até pode funcionar melhor em períodos muito curtos de tempo, em tarefas muito específicas. Mas ninguém consegue atingir grandes objectivos de médio e longo prazo colocando a pressão à frente da motivação. É mantendo gente focada e motivada que se alcançam bons resultados espalhados no tempo.

E aqui, a honra e o reconhecimento assumem papel indispensável, porque se apresentam como tremendos factores de motivação.

O mito da incompetência

Muitas das vezes, travamos o processo de honrar pessoas porque achamos que elas não fazem o seu trabalho. Claro que, em alguns casos, isso é verdade. Mas será que é sempre assim?

É um facto que, muitas vezes, líderes têm de chamar a atenção para os padrões de exigência que se pretendem estabelecer. É um facto que, muitas vezes, aquilo que nós vemos fica aquém daquilo que nós imaginámos. Mas será que isso é devido a incompetência? Duvido, e aqui estão as razões que devemos ter em conta antes de chamarmos a incompetência para o jogo:

  1. Condições – Enquanto líderes, temos sempre a secreta esperança de que aqueles com quem trabalhamos sejam autênticos Macgyver, e que consigam construir bombas com pastilhas elásticas e cascas de laranja. Ora, isso só acontece em dois sítios: no cinema e na televisão. Antes de rotularmos as pessoas de incompetentes, sejamos honestos na avaliação das condições em que um trabalho ou função é efectuada, e vejamos a tela à luz desses factos;
  2. Realidade – Ser visionário é diferente de ser irrealista, mas muitas vezes líderes tendem a confundir ambos os conceitos. Nenhum de nós é capaz de cumprir metas irrealistas, não por incompetência, mas por desfasamento da realidade. Enquanto líderes, sejamos visionários, futuristas, mas sempre realistas. Enquanto liderados, saibamos ‘saltar fora’ de comandantes que querem fazer um barco a remos andar à mesma velocidade que um barco a motor;

O mito ‘se eu não estiver, as coisas não são feitas’

Para aqueles que, como eu, têm a responsabilidade de liderar pessoas, não pensar assim é um tremendo desafio. A tendência natural é mesmo essa, de pensarmos que as coisas só são feitas ‘quando eu coloco pressão’, ‘quando estou lá’, ou até ‘quando sou eu próprio a fazer.

Isto disto faz-me lembrar as mães. Durante a adolescência, passavam a vida a queixar-se, e com razão na maioria das vezes, do facto de não as ajudarmos nas tarefas da casa. Acontece que, quando tomávamos a iniciativa de ajudarmos em alguma coisa, uma de duas coisas aconteciam: ou apareciam durante e logo tratavam de apontar variadíssimos defeitos à maneira como o estávamos a fazer; ou apareciam no fim e logo tratavam de encontrar todos os defeitos possíveis e imaginários àquilo que tínhamos acabado de fazer. Resultado? ‘Então para a próxima fazes tu!’

Líderes muitas vezes comportam-se como as mães, não sabendo apreciar o simples facto de alguém estar a fazer alguma coisa acontecer. Significa isto que não devemos chamar a atenção para algo que possa não estar bem? Claro que o devemos fazer! Mas devemos sempre perceber se isso coloca em causa o resultado o final, ou se, como acontece muitas vezes, é apenas uma questão de ‘eu acho que isto seria melhor se fosse feito desta maneira’.

Lamento informar todos os líderes, incluindo eu, do seguinte: é MENTIRA que as coisas só sejam feitas quando nós lá estamos, ok? E nós temos de aprender a viver com isso.

Honra é uma decisão

Honrar é decidir fazê-lo. E a honra deve ter nome, deve ser concreta. É fácil honrar ‘as dezenas de voluntários’ ou ‘todos os funcionários’ ou ‘todos os que contribuíram com o seu esforço’, mas é bem mais difícil honrar o Zé, a Maria, ou o António. É tempo de fazermos ver a quem está à nossa volta que apreciamos o seu trabalho, que os honramos pela sua dedicação. Isso não significa que deixamos de chamar a atenção ou de estabelecer padrões de exigência, pelo contrário. A honra é a melhor amiga da exigência. Saibamos nós utilizá-la bem.

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Mário Soares e o elogio da loucura

Longe de mim querer impor qualquer tipo de limitação ao pensamento ou à liberdade de opinião do Dr.Mário Soares. Mas as palavras que hoje pude ler, vindas do sr. FMI, parecem mais adequadas a uma outra esquerda, que não a que o ex-presidente representa.

Talvez aproveitando o balanço da vitória de Hollande (que, ao contrário do que faz parecer algum histerismo da esquerda por essa europa fora, não é uma figura assim tão à esquerda…), Mário Soares vem pedir o ‘rasgar’ do acordo com a Troika. Ora, já tínhamos visto algumas figuras do PS a pedir a adaptação, o prolongamento dos prazos, ou até algumas mexidas no memorando, mas creio que é a primeira vez que vemos uma figura tão proeminente do partido a defender a renúncia ao acordo da Troika. Mais uma vez ressalvo a ironia de ter sido o Dr. Mário Soares a proferir uma frase destas.

Escolhi o ‘elogio da loucura’ para adjectivar esta entrevista do ex-PR. Mas não o fiz devido a discordar da opinião do ex-PR. O choque, pelo menos o meu, advém da surrealidade das declarações, vindas daquele que foi o responsável pelas duas anteriores chamadas do FMI ao nosso país. Melhor que ninguém, o Dr Mário Soares deveria perceber que criticar o Governo e as suas opções é uma coisa, apelar ao renunciar do memorando é outra. Até compreenderia que pedisse alguns ajustes, mas nunca a renúncia ao acordo.

Fico triste pelo facto de um antigo PR pretender contribuir mais para o acicatar dos ânimos, do que para uma discussão clara e concreta das políticas actuais e das suas alternativas. Parece-me mais ou menos claro que o apetite de Mário Soares pelo soundbite se sobrepôs às ideias e à discussão das coisas que realmente importam. O problema é que, para isso, já nos bastam os políticos actuais…

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Ainda a propósito do Pingo Doce

Surge este fim-de-semana a notícia de que os funcionários do Pingo Doce serão remunerados a 500% pelo seu trabalho no 1º de Maio. E que ainda lhes dá a possibilidade de fazerem as suas compras, em paz e em sossego durante esta semana que hoje começa. A fonte é esta, mas confesso que também tenho as minhas fontes em casa…

Deixemos de lado por breves instantes os imperativos ideológicos. Acredito que o dinheiro extra e a possibilidade de fazer compras com este desconto (que muitos, por estarem a trabalhar no dia 1, não puderam desfrutar) é uma excelente notícia para muitos funcionários do PD, como seria para 99% dos portugueses. E esta é a parte em que todos estamos de acordo, certo? Ora, como os consensos nunca geram nada neste país, passemos já para os argumentos sanguinários…

A carga idelógica da escolha do dia por parte da Jerónimo Martins é óbvia e inegável. Eu, pessoalmente, nada tenho contra se ter escolhido o dia 1º de Maio. É claro que, sabendo que para aqueles cujo pensamento ideológico se situa mais à esquerda, o dia do trabalhador assume um cariz quase religioso (não é piada, apenas constatação de facto), parece-me normal que essa escolha tenha gerado frisson (desculpem o estrangeirismo, mas disseram-me que era chique. Aliás, chic!) O certo é que a JM conseguiu, entre outras coisas, reduzir a residuais os números de adesão à greve marcada para esse dia, e ter as lojas a funcionar em pleno. E conseguiu também passar a ideia de que os funcionários que trabalharam nesse dia o fizeram de livre vontade. É claro que muitos falam em pressões. O certo é que não vi nem ouvi uma única (sim, nem uma!) queixa por parte de um funcionário. Aliás, alguém dizia, e bem, no FB durante esse dia, que todos se queixam do patrão JM, excepto aqueles que são trabalhadores da JM. Estranho? Um pouco. De dizer que isto de ter uma boa imprensa também é coisa que ajuda. Isso explica que, em média os funcionários da JM sejam bem melhor remunerados que os da Sonae, mas que não o saibamos sem uma pesquisa própria (e longa!).

Voltemos à carga idelógica. O 1ºMaio também foi marketing sim. Poderia ter sido feito num qualquer Domingo, ou num feriado que não este. Mas a carga de ser 1ºMaio também foi parte do circo. E foi isto que poucos perceberam quando atacaram a JM. Ao fazerem-no, participaram no circo, adicionaram partidários à ideia dos donos do Pingo Doce (o povo desenvolve essa estranha teoria de ficar do lado de quem lhe acabou de proporcionar 50% de desconto em compras). Ao colocarem no mesmo saco o desconto (50%) e o simbolismo (1º Maio), aqueles que criticaram apenas contribuiram para que a maior parte das pessoas ficasse ao lado de quem lhes proporcionou o desconto. É que 50% dão para muito coisa, ao passo que o simbolismo, ao que parece, não alimenta ninguém.

O que me pareceu o erro crasso de quem criticou, especialmente à esquerda, mas não só, foi o de ter criticado o dia, o desconto, a falta de civilidade e tudo o que lhe apareceu à frente. Não perceberam que ao fazê-lo, apenas acicataram os srs da Jerónimo Martins a repetir a gracinha e fizeram as pessoas ficar ao lado de quem lhes deu 50% de desconto, de quem lhe proporcionou pagar 60€ em vez de 120€.

E para finalizar, digo que apesar de não ter nada contra a escolha do dia (como já disse anteriormente), reconheço que se poderia ter escolhido outro, apenas devido à carga simbólica e histórica que o mesmo tem para certos sectores da sociedade. Masa minha crítica fica por aí. De resto, tomara à minha e a muitas casas por esse país fora poderem fazer mais vezes compras e pagar apenas 50% do valor.Imagem

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Pingo Doce Madness

Dumping, escravatura, falta de civismo, aproveitamento do feriado. Digam o que disserem mas esta ideia dos senhores da Jerónimo Martins roça o brilhante. Mas isso é um somenos…

Como declaração de intenções, aviso desde já que a minha esposa trabalha no grupo, pelo que tenho uma visão privilegiada do que lá se passa. E é por isso que digo que gostaria que houvesse mais empresas neste país com o espírito e o cuidado da Jerónimo Martins. No dia de hoje, muitas famílias aproveitaram para fazer compras e poupar uma boa quantidade de dinheiro. Mas mais importante do que isso é saber que a empresa que levou a cabo isto paga salários a tempo e horas a milhares de trabalhadores, o que, por consequência, alimenta milhares de famílias por esse país fora, é o maior empregador da área retalhista em Portugal, oferece boas condições de trabalho aos seus empregados, bons incentivos (prémios) mesmo em altura de crise, além de muitos outros apoios que aqui não posso nem consigo enumerar. Uma empresa que, para compensar o dia de trabalho de hoje, ofereceu aos funcionários um dia extra de folga/férias. Escravatura, portanto. 

Eu sei que muitos continuarão a criticar e a menosprezar. Mas deixem-me dizer-vos que uma empresa que, directa e indirectamente, gera milhares de postos de trabalho, que paga milhares de milhões de € em impostos (sim, porque continuam a pagar a maioria desses impostos em Portugal, apesar da suposta fuga para a Holanda), só merece o meu respeito.

Quem critica? Só espero que consigam gerar 0,1% da riqueza que estes senhores conseguem. Portugal seria um país bem melhor…

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De cabeça erguida

Abro um parentesis para falar de um tema de que habitualmente não falo quando visto a personagem blogger, mas não resisto ao fazê-lo agora.

Importa fazer a declaração de intenções da praxe: sou benfiquista. Por vezes, um pouco doente confesso. Daqueles que não consegue estar sentada nos últimos 15 a 20 minutos de um jogo. Daqueles que anda nervoso todo o dia quando o Benfica tem um jogo importante. Por vezes, consigo disfarçar bem, confesso, e até dar a ideia de ser alguém ‘normal’, para quem o clube é ‘apenas’ um amor de circunstância, que me alegra quando ganha, mas ao qual eu não ligo quando perde. Nada disso. O meu benfiquismo, que orgulhosamente carrego por influência decisiva do meu avô, mexe comigo, e a tendência é para ‘piorar’. Sou cada vez mais benfiquista e sou-o com cada vez maior orgulho. Hoje foi apenas mais um capítulo nessa história.

Posto isto, falemos de hoje. Do futebol jogado. E nesse, fomos claramente melhores. Quer hoje, quer na primeira mão. Ficou claramente demonstrado que o Chelsea estava perfeitamente ao nosso alcance. E esta é a única coisa que me custa na eliminação. Caímos aos pés de uma equipa que não é, era ou será melhor nem maior que nós. Pode ter muitos mais €, mas no que toca a jogar à bola (coisa que importa, segundo dizem os especialistas, nesta coisa do futebol), foram bastante inferiores ao Benfica no conjunto dos 2 jogos.

Falemos da raça, do coração. Fomos enormes. Mesmo que não tivéssemos sido superiores no futebol, mereceríamos mais sorte pela entrega e raça demonstrada. E sim, isto também é Benfica. A camisola honrada, suada, rasgada. Demos tudo.

Falemos também dos factores externos. É penalti. Foi em Lisboa (mão de Terry na área), também foi o de Londres (Javi faz falta sobre Cole). Maxi viu bem o segundo amarelo (o primeiro foi por protestos, segundo dizem. Não sei o que um árbitro eslovaco entende vindo de um jogador uruguaio que nem parece ter feito grande alarido, mas enfim…). A dualidade de critérios hoje foi bruta e interferiu e muito. O Benfica em 11 faltas viu 7 amarelos e 1 vermelho. O Chelsea em 17 faltas viu 3 amarelos. Condicionou, e muito. Foi pena. Merecíamos mais isenção em ambos os jogos…

Falemos de Jesus. Do Jorge. Eu quero que fique. Lembro-me do Benfica de Quique. E de Camacho. E de Fernando Santos. 3º lugar no campeonato a vintes e tais pontos de distância. Lembro-me também de Koeman, que também chegou aos quartos com um plantel muito limitado, mas que nem luta deu pelo título. Lembro-me também de Trap e de um Benfica que beneficiou, e muito, da fraqueza de todos os oponentes para se sagrar campeão. Sim, gostaria muito que Jesus deixasse de inventar e de ser teimoso (Capdevilla a reserva? Como é possível?!?!). Mas é, de longe, o melhor treinador do Benfica desde Eriksson. E por isso, deve ficar.

Agora espero (eu e todos os benfiquistas) que tudo seja repetido na próxima segunda feira. A garra, a classe, a determinação, o querer, a atitude, o coração. A única coisa que não quero ver repetido é mesmo o resultado. Mas, mesmo que o seja, uma coisa eu sei. O benfiquismo que o meu avô orgulhosamente me ‘pegou’ continuará. A cada jogo. A cada golo. A cada remate ao ferro ou para fora. Nas vitórias e nas derrotas. Benfica SEMPRE!

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